A exposição inicia-se com os vestígios mais antigos da presença humana na região. Ferramentas em pedra lascada, artefactos do Paleolítico e testemunhos da vida quotidiana revelam como os primeiros grupos humanos caçavam, recolhiam e se organizavam. Este núcleo destaca a importância estratégica do Vale do Tejo como corredor natural de mobilidade e sobrevivência.
Através da análise tecnológica dos instrumentos e dos contextos arqueológicos, compreende-se a adaptação destas comunidades às mudanças climáticas e ambientais. O território oferecia recursos abundantes, tornando-se ponto de passagem e permanência ao longo de milhares de anos.
Um dos grandes destaques do museu é a arte rupestre do Tejo. Gravuras e representações simbólicas demonstram que estas comunidades não apenas sobreviviam — também comunicavam, celebravam e atribuíam significado ao mundo que as rodeava.
Estas manifestações gráficas revelam sistemas de pensamento complexos e possíveis práticas ritualizadas. A sua preservação permite hoje estudar crenças, identidades e redes de contacto entre diferentes grupos que habitaram o Vale do Tejo.
Com a sedentarização surgem novas práticas: agricultura, domesticação de animais e construção de monumentos megalíticos. A exposição apresenta cerâmicas, instrumentos agrícolas e objetos rituais que testemunham profundas transformações sociais e tecnológicas.
Este período marca o surgimento de comunidades mais estruturadas, com organização social definida e maior domínio do território. A inovação técnica e a consolidação de práticas funerárias revelam uma nova relação entre sociedade, espaço e espiritualidade.
O percurso culmina na dimensão simbólica e espiritual das comunidades antigas. Objetos votivos, contextos funerários e espaços ritualizados revelam a importância do sagrado na organização social.
A relação entre território e espiritualidade evidencia-se na escolha de locais específicos para rituais e sepultamentos. Estes testemunhos permitem compreender como memória, identidade e crença moldaram a paisagem cultural do Vale do Tejo.
O museu dispõe de acessos adaptados, elevador para ligação entre pisos, percursos amplos e WC adaptado, garantindo inclusão e conforto.
Visitas guiadas e programas educativos adaptados a escolas, grupos e instituições, mediante marcação prévia.
Horários ajustados ao público visitante, com possibilidade de agendamento especial para grupos.
Instalações modernas com climatização adequada, garantindo conforto térmico e preservação do acervo.
Integrado na paisagem cultural do Vale do Tejo, próximo de importantes sítios arqueológicos.
O novo Piso 0 acolhe eventos culturais, conferências e atividades educativas, reforçando a ligação à comunidade.
O piso inferior é um novo espaço expositivo e de acolhimento no museu, que amplia a experiência do visitante e reforça o compromisso da instituição com a comunidade, a história local e a investigação etnográfica, agora de forma mais integradora e dinâmica.
A exposição etnográfica destaca objetos, instrumentos e ambientes ligados ao quotidiano das populações locais, permitindo compreender as práticas, saberes e tradições.
A identidade cultural de Mação e do Médio Tejo, os vestígios materiais de ofícios tradicionais e artesanato.
A experiência multimédia permite ao visitante explorar experiências de arqueologia de forma interativa e dinâmica..
Para agendamento de visitas, oficinas ou programas educativos, contacte o Museu de Arte Pré-Histórica de Mação.
📞 Telefone: 241 571 477
✉ Email: museu@cm-macao.ptt
MUSEU DE ARTE PRÉ-HISTÓRICA E DO SAGRADO DO VALE DO TEJO
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
Dias úteis:
9:00h – 12:30h e 14:00h – 17:30h
Sábados e Domingos e Feriados:
10:00h – 13:00h e 14:30h – 17:00h
Encerra dia 1 de Janeiro, 1 de Maio, 25 de Dezembro, Domingo de Páscoas, feriado Municipal (2ª feira depois da páscoa) e em dias de feira em Mação.
Núcleo Museológico da Ortiga
Quartas-feiras – 9h30 às 12h30
Sextas-feiras – 14h30 às 17h30
Contacte para marcações : 241 571 477